1 – Os Rendimentos
Os rendimentos dizem respeito às entradas de dinheiro
Numa família, os rendimentos constituem a soma de que se dispõe para satisfazer as suas necessidades de consumo e de poupança. No caso de trabalhador por conta de outrem, engloba o salário e/ou outro tipo de rendimentos: abonos de família, prémios de produtividade, cheques-refeição,…
Tratando-se de empresários, os rendimentos provêm de lucros e/ou rendas. Por sua vez, os juros das aplicações financeiras constituem igualmente rendimentos das famílias que conseguem realizar algumas poupanças.
Para construir um orçamento, é preciso ter em conta estas remunerações bem como a sua natureza e regularidade.
Grande parte das famílias portuguesas recorrem ou já recorreram ao crédito. Por esse facto, não significa que se encontrem numa situação difícil, têm dívidas mas têm capacidade financeira para respeitar as sua obrigações financeiras.
Fala-se de sobreendividamento, quando o consumidor não consegue cumprir o conjunto das suas obrigações financeiras: não tem dinheiro para liquidar as prestações dos empréstimos, para pagar a renda da casa, as dívidas fiscais…
O sobreendividamento não é um problema marginal: nalguns países da União Europeia atinge já um número considerável de famílias. Tem repercussões sociais sobre todos os membros da família, seja ao nível da saúde, das relações no seio do casal ou com as crianças,…
De acordo com as pessoas que conseguiram ultrapassar o problema do sobreendividamento, essa situação é muito penosa, vivendo-se um clima de depressão, de isolamento e muitas vezes de vergonha.
Saber maisFace a uma variedade cada vez maior de produtos, o consumidor encontra-se muitas vezes confrontado com um problema de escolha, em função dos limites impostos pelo seu orçamento.
Há, portanto, necessidade de respeitar determinadas regras:
Nos adultos
O crédito permite a numerosas famílias antecipar a posse de bens de consumo: automóveis, motorizadas, electrodomésticos, computadores, móveis,… aos quais não teriam acesso de outra forma. Na maioria dos casos, a aquisição de habitação apenas é possível com recurso ao crédito.
Na medida em que permite possuir bens, o crédito é um meio de concretização de desejos e sonhos. Como já vimos no primeiro capítulo, a posse de determinado bem proporciona uma sensação de bem-estar, de poder e de segurança, uma das necessidades fundamentais do ser humano.
Saber mais
Em termos muito gerais o sistema económico pode ser definido como um conjunto de mecanismos económicos da sociedade. Estes mecanismos determinam a forma como as forças produtivas (recursos materiais e humanos) são postos em acção (relações de produção), por quem (sector público ou privado e os trabalhadores), e com que objectivos (repartição planificada, maximização do lucro ou autarcia).
Qualquer sistema económico está intimamente ligado à realidade do país ou da região no qual se desenvolve (riquezas naturais, densidade de população, relações sociais, situação política, etc). Sendo assim, apesar de um base teórica idêntica, os sistemas económicos poderão ser na realidade bastante diferentes no espaço e no tempo.
Vivemos numa economia de mercado, isto é, num sistema económico regido pela lei da oferta e da procura de bens ou serviços. O confronto entre estas duas partes vai permitir determinar a natureza e a quantidade de bens e serviços produzidos bem como os respectivos preços.